Desde o fim da dupla com o irmão, a cantora tenta mudar sua imagem de menininha para mulherão. Casou, elaborou novo repertório, foi em busca de um novo público e até dançou em cima de um balcão em comercial de cerveja com nome bem sugestivo. Mesmo assim, ninguém aceitava a mudança. “Não combinou”, disseram.
Se bem me lembro, ela fez sucesso quando criança cantando “Maria Chiquinha“, a história de um caipirão traído e de uma moça que ia para o mato fazer aquilo que ninguém conseguia imaginar que Sandy fazia. Mas, ela faz…
Falando de Maria, essa história me fez lembrar de Maria Odete Brito de Miranda. Conhecem?
Ainda adolescente, ela fez parte do grupo “As Melindrosas”, junto com suas duas irmãs Sueli, Yara e sua prima Paula. O que elas cantavam? Cantigas de roda. Não demorou muito tempo para que Maria deixasse o grupo e sentisse a necessidade de mudar.
Foi no programa de Carlos Imperial, na Rede Tupi, que o público conheceu “Gretchen” e esqueceu Maria Odete. Em pouco tempo, a adolescente das cantigas de roda virou a ”Rainha do rebolado”.
Não que a Sandy vá passar a cantar “Freak le boom boom” por aí – era só o que faltava – mas é difícil encontrar pessoas que viram a casaca e querem deixar o time das certinhas. Estamos mais acostumados a encontrar pessoas que fazem parte do grupo “meu passado me condena” desesperadas para destruir as provas que comprometem um bom moço e uma donzela.
A verdade é que Sandy pode dizer o que quiser, fazer o que quiser, e sua imagem dificilmente será desvinculada da que ela e sua família se esforçaram para construir e manter durante toda a sua carreira.
Ela não tem absolutamente nada a ver com Gretchen mas, com perdão do trocadilho, e resgatando o título da música imortalizada por Sandy & Júnior, se a filha de Xororó quiser de fato mudar sua imagem de moça pura e inocente… ”vai ter que rebolar” e rebolar e rebolar…
Fernanda Tiemy
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